Renovação digital do Museu do Côa

Renovação digital do Museu do Côa

Através dum novo olhar sobre a Arte do Côa, que incorpora dispositivos de realidade aumentada e virtual, procurou-se trazer para mais perto dos visitantes as sociedades produtoras dessas manifestações artísticas. A perguntas como “Quem eram os artistas do Côa?”, “Como viviam?”, “Porquê o Côa?” ou “Porque fizeram esta Arte?” sugerem-se pistas de resposta intuitivas, pedagógicas e divertidas. Este projecto foi coordenado pela Fundação Coa Parque e pela byAR, uma parceria que assegurou a produção, adequação e relevância dos conteúdos seleccionados, abrangendo matérias tão diversas como a Arqueologia e a História de Arte ou a Geologia e a Biologia.

Penascosa no Paleolítico Superior

Foram intervencionadas as salas A, D, E, F e G, com a colocação de suportes interactivos de realidade virtual e realidade aumentada para leitura mais facilitada da arte rupestre do Vale do Côa e um melhor conhecimento da vida quotidiana do homem pré-histórico que ali viveu; e a exibição de um filme, versão reduzida do último trabalho cinematográfico do realizador francês Jean-Luc Bouvret, “La bataille du Côa – Une leçon portugaise”, com narração do jornalista Fernando Alves, com que passamos a homenagear o movimento de luta pela preservação das gravuras rupestres do Vale do Côa.

Penascosa na actualidade

Na cerimónia de inauguração foi lida a seguinte mensagem da Ministra Cultura, Graça Fonseca:

“Não podendo estar presente nesta cerimónia, não quero deixar de aproveitar esta oportunidade para, neste dia de festa, felicitar o Conselho de Administração da Fundação Côa Parque e a equipa do Museu do Côa pelo trabalho desenvolvido na promoção do estudo e conhecimento da arte rupestre e património arqueológico do Côa e na sensibilização para a importância da preservação deste património.
Há 21 anos, com a inscrição do Sítio de arte rupestre do Vale do Côa na Lista do Património Mundial da UNESCO, o Estado português comprometeu-se a desenvolver uma política de salvaguarda do importante património arqueológico descoberto no vale do Côa. A Fundação Côa Parque e o Museu do Côa assumiram essa responsabilidade, tornando-se os guardiões deste território e do património que temos o privilégio de acolher, encargo que têm concretizado com empenho e diligência.
Este trabalho tem sido realizado com maturidade, mas também com energia. Um trabalho consistente e sustentado na atualização e aprofundamento dos conteúdos mas também inovador, de que é exemplo a renovação digital, que hoje se inaugura, bem como o sistemático trabalho de modernização tecnológica.
Desejo um excelente dia de celebração do património e que o Museu continue a ser o “portal” para o Vale do Côa em todas as suas dimensões.”

Este é um trabalho de actualização tecnológica e de conteúdos que muito nos orgulha, ao ter sido possível conciliar o rigor científico com a fruição lúdica do conhecimento. Levantando a ponta do véu, aqui deixamos, para além dos desenhos acima da Penascosa no Paleolítico e na actualidade, e de imagens da inauguração, uma das muitas animações que irão dar mais vida à exposição permanente do Museu: uma cabra-montês saltarica da rocha 1 do Fariseu que vai ser possível observar projectada em video mapping sobre a réplica dessa mesma rocha presente na Sala E.