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LinguagemImprimirDicionário critico

Origem das línguas

Maria Lucília Marcos

A linguagem humana é superior a qualquer modalidade de comunicação animal. Embora a sua aquisição antropogenética e psicogenética estejam estreitamente associadas à formação do cérebro, o seu aparecimento não pode ser dissociado da formação da sociedade e das actividades que pressupõem a sua existência. A escrita, como sistema de representação gráfica da linguagem, emerge em datas diferentes, em diferentes pontos do globo. Terá aparecido pela primeira vez por volta de 3 000 a. C., na Suméria, Mesopotâmia. Todavia, se há uma faculdade da linguagem, não há predisposição genética para nenhuma língua. Não se sabe se houve uma língua primordial comum, mas essa hipótese continua a ser considerada. As línguas terão começado a aparecer há cerca de 80-60 mil anos, na África Oriental ou no Médio Oriente. Hoje, a ameaça que pesa sobre a linguodiversidade é análoga e inseparável da que pesa sobre a biodiversidade.

Palavras chave: oralidade, simbólico, arte da pré-história

Uma célebre tela de Paul Gauguin (1848-1903) tem como título De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos? Estas interrogações resumem bem o sentido das investigações paleoantropológicas e, nomeadamente, da procura de respostas às questões colocadas pela especificidade da linguagem e diversidade das línguas: Quando e como é que a linguagem emergiu no processo de evolução da espécie humana? E a escrita? Em que consiste a especificidade da linguagem humana relativamente aos modos de comunicação animal? Qual a sua relação com o pensamento? Como foram aparecendo as diferentes línguas? Existiu uma língua primordial, uma protolíngua? Que valor tem a diversidade linguística e qual o seu futuro?

 

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) escreveu um sugestivo Essai sur l'origine des langues que deixou inacabado e foi publicado postumamente (1781). As principais intuições e hipóteses avançadas por Rousseau continuam válidas, nomeadamente as seguintes:

- O género humano nasceu numa região quente. «Os climas doces, os países ricos e férteis, foram os primeiros a ser povoados e os últimos onde as nações se formaram, porque aí os homens não tinham tanta necessidade uns dos outros e as necessidades que dão origem à sociedade fizeram-se sentir mais tarde. [...] Tal deve ter sido a origem das sociedades e das línguas nos países quentes».

- As primeiras formas de comunicação humana foram gestuais e emocionais. Com efeito, «fala-se aos olhos bem melhor do que às orelhas», e «não foi a fome, nem a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera, que lhes [aos homens] arrancaram as primeiras palavras [voix]».

- A origem da linguagem e das línguas não é diferente da das artes, dos costumes, da sociedade: está associada à luta pela sobrevivência, em diferentes condições geográficas e climáticas, e à necessidade de comunicar e de colaborar. A causa principal da diversidade das línguas «é local, está nos climas onde nascem e na maneira como se formam».

- A escrita começou por ser pictográfica. «A primeira maneira de escrever não é     pintar os sons, mas os próprios objectos, quer directamente, como faziam os         mexicanos, quer através de figuras alegóricas, como fizeram outrora os egípcios».

- O alfabeto é de origem mesopotâmica, tendo chegado à Grécia através dos fenícios. A escrita alfabética «teve que ser imaginada por povos comerciantes que, viajando para vários países e tendo que falar várias línguas, foram obrigados a inventar caracteres que pudessem ser comuns a todas».

A especulação sobre a origem da linguagem e das línguas continuou. De tal modo que, em 1865, a Sociedade de Linguística de Paris tomou a decisão (anti-evolucionista) de não aceitar comunicações sobre o tema, alegando que o único objecto da Linguística deveria ser o estudo das línguas existentes.

Hoje, os dados das investigações arqueológicas, genéticas, psicológicas, linguísticas, etc. ainda não permitem ir além de hipóteses mais ou menos fundamentadas e de reflexões mais ou menos inspiradas e esclarecidas.

Os animais têm as suas modalidades de comunicação, algumas comparáveis à comunicação humana (como já Charles Darwin realçou em The Expression of Emotions in Man and Animals, 1874), mas nenhuma é comparável à linguagem humana. As suas origens são objecto de três hipóteses clássicas em Ciências Humanas: a hipótese inatista, a hipótese culturalista e a hipótese interaccionista.

 

- Para a hipótese inatista, a linguagem é a expressão de uma espécie de instinto que distingue os seres humanos das outras espécies animais, cujas capacidades de aprendizagem e de comunicação são muito limitadas.

- Para a hipótese culturalista, a linguagem é uma invenção cultural, social, como as técnicas, as artes e outras, fundada na aptidão simbólica e criadora do cérebro humano.

- Para a hipótese interaccionista, a aquisição e desenvolvimento da aptidão simbólica permitiram transformar progressivamente o meio de vida da linhagem humana, que favoreceu o aperfeiçoamento da faculdade da linguagem.

Há consenso sobre o facto de que a aquisição antropogenética e psicogenética da linguagem está associada à formação do cérebro. A aptidão genética para a linguagem terá emergido há cerca de 2,2 milhões de anos com o Homo habilis, cujo antecessor foi o Australopithecus (que apareceu há mais de 4 milhões de anos, em África) e cujo sucessor foi o Homo erectus (que apareceu há cerca de 1,7 milhões de anos). No entanto, a sua utilização só terá começado com o aparecimento do Homo sapiens, há cerca de 300 mil anos (mas cujo tipo moderno data de aproximadamente 100 mil anos). O Homem de Neanderthal (cujos restos fósseis foram encontrados em 1856 em Neanderthal, perto de Dusseldorf, Alemanha), que viveu na Europa a partir de 250 mil anos, possuía talvez um aparelho fonatório e faculdades mentais que lhe permitiam utilizar a linguagem duplamente articulada, mas desapareceu misteriosamente há cerca de 35 mil anos.

A hipótese inatista, biológica, da origem da linguagem há cerca de 100 mil anos, é sustentada por muitos linguistas e geneticistas (o Homo habilis e o Homo erectus teriam formas de comunicação menos evoluídas), mas o aparecimento da linguagem não pode ser dissociado das actividades humanas que pressupõem a sua existência. Ainda que seja uma faculdade inata, é necessário admitir que a sua emergência está estreitamente ligada à história cultural e social dos seres humanos. Linguagem e sociedade são duas entidades que se implicam, embora tenham evoluído separadamente[1]. A invenção do primeiro instrumento de pedra, há cerca de 3,3 milhões de anos, introduziu a cultura na ordem natural e a importância da evolução biológica foi progressivamente diminuindo. A revolução do Paleolítico Superior, que começa por volta de 40 mil anos a. C., quando o Homo sapiens chega à Europa, pressupõe um domínio da linguagem já evoluído. A revolução neolítica, quando o homem caçador-colector se tornou produtor (a agricultura data de há cerca de 10 mil anos a. C.), modificou ainda mais profundamente a relação com o seu meio. Nesta perspectiva, a origem da linguagem poderia datar apenas de há 35 mil anos, sendo contemporânea das primeiras imagens e pinturas rupestres.

A escrita, como sistema de representação gráfica da linguagem, emerge em datas diferentes, em diferentes pontos do globo. No Fedro de Platão, Sócrates conta ter ouvido dizer que a escrita foi inventada por Thoth, deus egípcio que também descobriu o cálculo, a geometria, a astronomia e alguns jogos. Quando Thoth deu a conhecer a sua invenção ao rei Thamus (ou Ammon, rei dos deuses egípcios), este lamentou a invenção, dizendo que a escrita iria tornar os homens mais esquecidos, pois iriam deixar de exercitar a memória. A história da invenção do alfabeto por Thoth é referida por Sócrates também no Filebo.

 

A escrita aparece pela primeira vez, talvez, por volta de 3 000 a. C., na Suméria, com a formação das cidades, quando se reuniram as condições culturais, sociais e políticas necessárias à sua invenção. Inicialmente pictográfica, o seu processo de simplificação culminou, na Fenícia, com a criação do primeiro alfabeto, por volta de 1 000 a. C. Os vectores da difusão da escrita alfabética foram as migrações, o comércio, as hegemonias políticas ou religiosas, mas impôs-se principalmente pela grande simplicidade da sua utilização. Os gregos adoptaram-na no séc. 8 a. C. e acrescentaram-lhe vogais, completando assim o sistema alfabético como sistema de signos que exprimem os sons elementares da linguagem.

 

Embora a aptidão simbólica não seja exclusiva da espécie humana, a linguagem distingue-se das formas de comunicação animal pelas seguintes características principais, que dela fizeram a mais elevada expressão da cultura, instrumento da racionalidade e criatividade que estão na origem da Civilização:

 

- É um sistema finito de unidades sonoras que se combinam segundo as regras de uma sintaxe.

- É um sistema de signos arbitrariamente ligados a significados.

- Não está limitada ao imediato, mas tem um carácter intencional: permite significar o real e o imaginário, o passado e o futuro.

 

Além disso, a dupla articulação da linguagem permite uma dupla segmentação de um enunciado linguístico: a primeira é a das unidades sonoras mínimas (os fonemas: consoantes vogais), cuja combinação permite formar palavras; a segunda é a das unidades de sentido (morfemas: sintagmas e frases), cuja coordenação, segundo regras gramaticais, permite compor enunciados. É pois, uma articulação a dois níveis: o dos significantes e o dos significados. Estas características conferem à linguagem um poder significante praticamente ilimitado. Por mais profunda que seja a sua relação com o pensamento, não se pode afirmar que sejam indissociáveis. Todavia, se há uma faculdade da linguagem, não há predisposição genética para nenhuma língua.

É conhecido o mito bíblico da origem das línguas. Segundo o Livro do Génesis[2], o primeiro dos livros bíblicos, por volta de 4 500 a. C. um dilúvio fez desaparecer todos os descendentes de Adão e Eva, excepto uma única família, a de Noé, um patriarca a quem Deus tinha mandado construir uma arca. Os descendentes de Noé, que falavam uma só língua (a língua adámica, isto é, herdada de Adão), decidiram construir uma torre tão alta que deveria tocar no céu. Deus determinou fazer fracassar um projecto tão orgulhoso e castigar os seus autores (como Zeus castigou Prometeu por lhe ter roubado o fogo para dar aos homens, acorrentando-o, nu, a um rochedo nas montanhas do Cáucaso, onde um abutre lhe devorava o fígado, durante o dia, que se reconstituía todas as noites): multiplicou as línguas, provocando a confusão (daí vem o termo Babel, cuja raiz hebraica é balal, que significa confundir) e a dispersão dos descendentes de Noé pela face da terra. A Arca de Noé e a Torre de Babel têm sido temas de pintores célebres. A mais conhecida pintura da Torre de Babel é a de Pieter Bruegel de Oude (o Antigo) (cerca de 1525-1569). Mais recentemente (1990), também Robert Combas pintou La Tour de Babel.

 

Não se sabe se houve uma língua primordial comum (teoria da monogénese) ou não (teoria da poligénese). Heródoto conta que o Faraó egípcio Psamético (que reinou de 663 a 609 a. C.) tentou encontrar a primeira língua humana através da seguinte experiência: dois recém-nascidos foram entregues a um pastor, para que os educasse com as suas cabras, mas sem pronunciar qualquer palavra na presença deles. Um dia, passados dois anos, ao abrir a porta da cabana onde se encontravam, uma das crianças pronunciou a palavra bekos que, em linguagem frígia, significava 'pão'. O Faraó concluiu que esta era a língua mais antiga (e não a egípcia, como ele esperava). Experiências semelhantes foram repetidas, ao longo dos séculos. Por exemplo, segundo a Chronica do monge italiano Fra Salimbene de Parma (1221-1288), o Imperador Frederico de Hohenstaufen (1194-1250), que falava várias línguas, quis também saber se recém-nascidos educados num vazio linguístico falariam o hebreu, o grego, o latim ou o árabe. Resultado: as crianças morreram. Outras experiências do género deram resultados diversos, mas não concludentes. A hipótese da existência de uma protolíngua, comum aos primeiros seres humanos, continua a ser considerada.

 

As línguas terão começado a aparecer há cerca de 80-60 mil anos, na África Oriental ou no Médio Oriente. O berço das línguas da Europa e do Norte da Ásia (indo-europeu) data de há cerca de 5-4 mil anos a. C., na Ucrânia ou na Mesopotâmia. Hoje, o número de línguas faladas no mundo é incerto (as estimativas variam entre três a dez mil, mas seis mil é um número recorrente) e há centenas delas ainda não descritas, isto é, sem gramática nem dicionário. Além das línguas principais, há os dialectos, o crioulo e o pidgin. Não há distinção linguística precisa entre língua e dialecto (o marechal francês Lyautey terá dito que uma língua "é um dialecto que tem uma armada e uma marinha"...). Crioulo é uma língua formada pela mistura de línguas diferentes, que se tornou a língua materna de algumas populações. Pidgin é uma língua híbrida que serve para comunicar entre pessoas de línguas diferentes (sem ser língua materna de nenhum grupo). É um termo que se generalizou a partir do pidgin chinês-inglês.

Os linguistas agrupam as línguas do mundo em cerca de doze macro-famílias e 300-400 famílias, de tamanho desigual. De acordo com o atlas da diversidade linguística, 96% das línguas são faladas por 4% da população mundial, e mais de 80% são endémicas, isto é, faladas num só país. 57% das línguas existentes são faladas por povos indígenas, que não representam mais do que 5% da população mundial. Apenas cerca de 20 línguas são faladas por centenas de milhões de pessoas, em diferentes países. Cerca de metade da população mundial utiliza como língua quotidiana uma das oito línguas mais difundidas (chinês, inglês, hindi, espanhol, russo, árabe, português, francês), mas há países com centenas de línguas (como a Índia e a Nova Guiné). O inglês tornou-se a lingua franca do mundo contemporâneo, gerando desigualdade e ‘insegurança linguística' em quem tem de exprimir-se numa língua que não domina, nomeadamente nos encontros internacionais. É "a injustiça de língua"[3].

A diversidade linguística do mundo suscita, hoje, esta questão principal: É um mítico castigo divino, obstáculo à aproximação, compreensão e cooperação entre os povos ou, pelo contrário, um bem da Humanidade, um património comum a preservar?

Desde que as línguas começaram a diversificar-se, algumas dezenas ou mesmo centenas de milhar nasceram e extinguiram-se. Os linguistas calculam que uma língua não pode sobreviver se não contar com 100 mil locutores, pelo menos. Ora metade das línguas faladas existentes contam menos de 10 000, e um quarto menos de 1 000. Em África, mais de 200 línguas já contam menos de 10 000 locutores. O zaparo, língua dos índios Zaparas da Amazónia equatoriana, só era falada, há alguns anos, por cinco pessoas idosas. A mortalidade linguística foi acelerada pela colonização e pela formação dos Estados-Nações, com sua necessidade de homogeneidade linguística, designadamente (como observa também Derrida, a propósito da França). Calcula-se que 50% ou muito mais das línguas vivas morrerão no decorrer deste século e que, de quinze em quinze dias, uma língua deixa de ser falada. Na realidade, são já numerosas as línguas em risco, próximas da extinção ou moribundas. Fala-se de linguicídio.

A ameaça que pesa sobre a linguodiversidade é análoga e inseparável da que pesa sobre a biodiversidade. As línguas não são apenas um meio de comunicação. A diferença entre elas não é essencialmente lexical. A compreensão de um texto não é simplesmente uma questão técnica, de dicionário. A facticidade da língua impede a fixação dos sentidos, de modo a tornar-se racional, totalmente transparente, sem ambivalências. Quando se elabora um reportório das palavras existentes em todas as línguas que têm estritamente o mesmo sentido, não se encontra mais do que 300, quando muito. Uma língua é uma entidade colectiva e uma visão do mundo (Weltanschauung), reproduzidas de geração para geração. É o suporte mais profundo e o símbolo mais emblemático de uma identidade étnica e cultural. O multilinguismo reflecte o multiculturalismo.

 

Entre a biodiversidade e a linguodiversidade há um laço intrínseco e causal porque os seres humanos, no processo de adaptação ao seu meio, adquirem dele um conhecimento particular, que se reflecte na sua língua. Esta testemunha, pois, um esforço de adaptação ao meio natural comparável ao das espécies. Se morre, leva consigo todo um saber tradicional que pode ser único. A diversidade linguística é, portanto, o fundamento da diversidade cultural que, por sua vez, é essencial para conhecer e proteger a biodiversidade como património da Humanidade.

Em suma, cérebro, sociedade, linguagem, línguas, cultura, formam uma cadeia conceptual indivisível, sejam quais forem as suas correlações antropogenéticas.

Hoje, o Esperanto - língua internacional criada pelo polaco Ludwik Lejzer Zamenhof, em 1887, que é língua oficial da Academia Internacional de Ciências de San Marino e da Academia Comenius na Suécia - reflecte a nostalgia e a preocupação utilitária de uma nova língua universal. Em todo o caso, há um direito à língua materna, já implícito na "Declaração universal dos direitos do homem" (Artigo 2) e reconhecido por outros instrumentos jurídicos internacionais adoptados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), nomeadamente, cuja Conferência Geral proclamou, em 1999, um Dia Internacional da Língua Materna (21 de Fevereiro). Durante a sua primeira celebração, em 2000, na sede da UNESCO, esta frase foi traduzida em 64 línguas: Na galáxia das línguas, cada palavra é uma estrela.

 

 

Bibliografia:

 

AAVV, Sciences humaines - Hors-série - 4, Paris, Nº 27, Décembre 1999 / Janvier 2000.

AAVV, Sciences Humaines, Paris, Nº 51, Juin 1995.

AAVV, Courrier de l'UNESCO, Paris, Février 1994.

AAVV, Courrier de l'UNESCO, Paris, Avril 1995.

AAVV, Courrier de l'UNESCO, Paris, Avril 2000.

Benveniste, Émile, Problèmes de linguistique générale I, II, Paris, Éditions Gallimard, 1966, 1974.

Derrida, Jacques, Force de loi - Le ‘Fondement mystique de l'autorité', Paris, Éditions Galilée, 1994.

Rousseau, Jean-Jacques, Essai sur l'origine des langues - où il est parlé de la mélodie et de l'imitation musicale, 1781 (disponível em http://classiques.uqac.ca/classiques/Rousseau_jj/essai_origine_des_langues/origine_des_langues.pdf).

Eco, Umberto, A procura da língua perfeita, Lisboa, Editorial Presença, 1996

 

 

 


[1] Benveniste, 1974

[2] 7.1-6; 11.1-9

[3] Jacques Derrida, 1994

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