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Vila Nova de Foz Côa medieval

Junto à foz do rio Côa e dominando uma fértil plataforma agrícola, D. Dinis promoveu no final do séc. XIII a criação da póvoa de Foz Côa, tendo-lhe atribuído foral em 21 de Maio de 1299. Controlava a passagem no Douro que, não longe da foz do Côa, assegurava a ligação, por barcas, a Trás-os-Montes. A essa passagem se refere o Rei D. Dinis, em 1306, numa carta ao concelho de Foz Côa, a que chama "minha poboa", determinando que a justiça constrangesse os moradores de Freixo e Muxagata a fazerem o caminho por dentro da vila quando se dirigissem às barcas do Douro. A póvoa parece ter tido alguma dificuldade inicial em afirmar-se e a construção do muro da cerca viria a concretizar-se no séc. XV, no reinado de Afonso V.

A observação da actual malha urbana revela-nos a implantação do muro da cerca, de contorno ovalado, delimitando no interior uma planta regular: uma rua central, que corre à cota mais elevada do lugar do Castelo, e diversas travessas cortando-a ortogonalmente. A praça, onde pontificam o pelourinho e a igreja matriz, datáveis ambos do séc. XVI, e o edifício oitocentista da Câmara Municipal, corresponde ao antigo largo formado no exterior da porta da cerca de onde partiam os caminhos de ligação ao termo e às vilas vizinhas. A expansão urbana veio a transformar os troços iniciais destes caminhos em ruas que estruturaram o arrabalde. Aqui, em 1527, habitavam já 108 moradores, e, dentro dos muros, eram recenseados apenas 44.

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