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Sabugal medieval

Na zona meridional do Riba-Côa, a travessia do rio era facilitada por duas pontes medievais. A ponte de Sequeiros e a do Sabugal. As inquirições de D. Dinis (1315) relatam acontecimentos da segunda metade do século anterior, quando a demarcação entre os reinos de Portugal e de Castela se fazia pelas águas do Côa: “Domingos Mendes da Painça disse que ao pé do pilar da ponte do Sabugal viu a homens del rei D. Afonso de Portugal a quem Deus perdoe, estando hi os do Sabugal, chantar [=plantar] uma estaca de ferro que tinha uma cruz por sinal, e que viu verter um vaso de vinho por renembrança”.

A malha urbana, de origem leonesa, era contida pelo muro da cerca de contorno ovalado que delimitava a vila.
O que resta desta antiga malha urbana — que veio a ser alterada pela construção do castelo que hoje ainda marca a vila —, mostra um padrão ortogonal, típico das vilas novas baixo-medievais: casas de módulo semelhante, marginando ruas paralelas e perpendiculares.
Do lado português, Sancho I procurou opor à criação da vila do Sabugal a vila de Sortelha, para o que fez trazer povoadores de Valença, no Alto Minho.

Com o Tratado de Alcañices e a incorporação das vilas leonesas do Riba-Côa no reino de Portugal, Sabugal continuava a ser o mais importante centro do poder régio na zona sul do Côa, deslocando-se aqui frequentemente o rei D. Dinis, a quem se deverá a construção do castelo, tendo encarregado Frei Pedro, do mosteiro de Alcobaça, de dirigir as obras que se estavam a concluir em 1302.


 

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