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Pinhel medieval e moderna

O perfil urbano de Pinhel mostra um cabeço destacado de topo aplanado, protegido por um amplo muro de cerca medieval, de que ainda são visíveis numerosos troços, e por um castelo com duas fortes torres, existindo no exterior dos muros um extenso arrabalde antigo.
Tanto intra-muros como no arrabalde conservam-se algumas das suas nove igrejas medievais, a que os séculos XVII e XVIII acrescentaram dois edifícios conventuais. Para além de vários solares urbanos, preserva-se a antiga Casa da Câmara, hoje Museu Municipal.
O povoamento da vila de Pinhel, que parece ser outro caso de povoação nova, relaciona-se também com o controle do importante eixo de comunicação de sentido Leste/ Oeste, a "
Estrada de França", que entrava em território português vinda da Meseta Ibérica, e então seguindo um percurso mais setentrional. Pinhel controla a sua passagem do Côa, surgindo, do lado português, com um desenvolvimento paralelo ao de Castelo Rodrigo. Procurando assegurar o controle régio, D. Sancho I concede novo foral em 1209 aos “povoadores de Pinhel” no mesmo ano em que, do outro lado do Côa, em Castelo Rodrigo, o rei de Leão Afonso IX, delimitava o termo e concedia “o melhor foro que os seus povoadores escolhessem”.
A vila de Pinhel foi elevada a sede de bispado em 1770, datando do final desse século a construção do Paço Episcopal.

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